terça-feira, 6 de dezembro de 2011


Próximo dia 11, 24 primaveras. E ainda há “vestígios de Alice”.
Esse ano fui novamente apresentada à dor, mas dessa vez nenhuma de nós vem venceu. Pelo menos eu não sei contabilizar o fato.
Mas esse ano eu mudei. Mudei sem que nem percebesse, porque mudança é assim.
Noto que não desejo mais ser aquela de outrora e percebo também que desejo ser aquela de outrora.
Alcançei algo que gostaria muito: uns goles de maturidade!  Que também só percebi agora.
Que maturidade tem haver com não correr para o colo da mamãe quando os problemas sufocam, mas que se eu correr para o colo da mamãe quando os problemas sufocarem, isso não vai fazer de mim uma pessoa menos madura, desde que eu enfrente os meus desafios.
Que maturidade tem haver com reconhecer as consequências de nossos atos, que não posso culpar o outro, pois o mundo não é feito de mocinhos e vilões, todo mundo têm um lado mocinho e vilão. Inclusive eu. 
Que posso me lamentar pelo resto da vida e me tornar uma pessoa amarga ou que posso perdoar algumas pessoas e escolher ser feliz.
Que nunca amei realmente um homem, além de meu pai. Que se apaixonar nos faz ridicularmente felizes e contrários. Que algumas vezes a paixão causa dor, mas não estar apaixonada deixa a vida tão sem graça.  Porém algumas vezes é melhor estar sozinha, do que não tão bem acompanhada.
Que algumas vezes a melhor opção é o silêncio. Que vou morrer aprendendo. Que tenho de respeitar meus limites, que farei coisas que achava que nunca faria e que não farei coisas que achava que faria.
Aceitei que vou ser tímida para o resto da vida, afinal isso faz parte de minha essência. E que essa timidez não me impedirá de fazer um monte de coisas, inclusive de dançar.
Destituí neuras. Instituí neuras. Coisas que encobri e que um dia vou ter que descobrir. Mas esse será um outro episódio do folhetim mexicano.
Reconfirmei a importância de minha saúde, principalmente a mental e descobri que existem inúmeras possibilidades de olhar, de sorrir, de chorar, de sentir, de aprender, de caminhar, de construir, de existir e que para sempre é muito tempo...

2 comentários:

  1. Gosto desses balanços de "ano novo particular". Penso que seja nesses momentos pessoais que realmente nos avaliamos.

    Um beijo, flor.

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  2. Eu também tenho essa sensação. Beijos querida.

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